Capitulo 2
METODOLOGIA CIENTFICA  APLICADA  PSICOLOGIA  DO
DESENVOLVIMENTO
 Para uma boa introduo ao assunto ver Giroux, 1986, Cap. 1, e Freitag, 1986.
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MTODOS DE PESQUISA NA PSICOLOGIA CIENTFICA
mensurao por si s constitUi uma importante rea da Psicologia, a Psicometria, que estuda, entre
outros problemas, o da validade e fidedignidade das medidas psicolgicas. 
Definio: O problema de definio  essencial  clareza em cincia. Muitos conceitos usados em 
psicologia no tm uma definio clara, por exemplo, ansiedade, inteligncia, motivao, etc., pois 
no so dados diretamente observveis; porm, inferidos a partir de comportamentos. So o que 
chamamos construtos. O que se faz em cincia  definir os conceitos relacionandoos com algo 
observvel. Esses conceitos com que lidamos em Psicologia so variveis. Uma varivel  alguma 
coisa que varia. ldealmente deve ser alguma coisa que pode ser medida e varie quantitativamente. 
Por exemplo, altitude  uma varivel; a quantidade de luz necessria para tornar um objeto visvel  
uma varivel. Muitas vezes, porm, uma varivel pode ser apenas a presena ou ausncia de uma 
condio. Por exemplo, se estamos observando diferenas de comportamento em sujeitos cujo 
comportamento anterior  elogiado ou no elogiado, o elogio constitui uma varivel, no caso, 
dicotmica. 
A maneira recomendada em Psicologia para definir variveis em termos de dados observveis  o 
uso de definies operacionais (Bridgman, 1927). Uma definio operacional  aquela em que a 
varivel ou o conceito  definido em termos de operaes observveis e mensurveis. Assim, uma 
definio operacional de ansiedade seria o escore obtido em um determinado teste que se prope 
medir ansiedade. Outro tipo de definio operacional consiste em especificar-se a manipulao 
experimental feita para se obter o construto. Por exemplo, num experimento, o pesquisador manipula 
a ansiedade de um grupo experimental dizendo que os sujeitos sero submetidos a um choque 
eltrico de alta voltagem. Neste caso, a ansiedade pode ser definida operacionalmente, 
especificando-se as operaes usadas para manipul-la. 
H trs mtodos bsicos usados em Psicologia: descritivo, correlacional e experimental. O mtodo 
descritivo consiste na observao de fenmenos e registro das ocorrncias. O grau de preciso dessas 
observaes varia desde a observao causal  observao mais controlada, que pode ser feita em ambiente 
natural ou em laboratrio. Na Psicologia do Desenvolvimento  muito comum o uso do espelho de viso 
unilateral para observao de comportamento de crianas, sem que estas saibam que esto sendo observadas. 
A tcnica de amostragem de comportamento (time sampling)  tambm muito utilizada, consistindo na 
observao levada a efeito durante vrios intervalos de pouca durao, ao invs de uma observao macia 
durante um longo perodo de tempo apenas. O mtodo descritivo j foi muito usado em Psicologia do 
Desenvolvimento, conforme vimos no captulo 1. Atualmente ainda  usado em estudos exploratrios, isto , 
quando determinado fenmeno pouco conhecido comea a despertar interesse, estudos exploratrios 
fornecem pistas que levam  formulao de hipteses que vo ser testadas atravs de estudos correlacionais, 
ou, de preferncia, experimentais. 
Mtodo correlacional: Consiste na verificao da co-variao de dois fenmenos, isto , se variam 
junto. Por exemplo, estudos relacionando punio materna e agressividade infantil, ou inteligncia e 
ansiedade. 
A dificuldade fundamental do mtodo correlacional  que ele no permite inferncias de causa e efeito. Tudo o 
que podemos saber quando obtemos um coeficiente de correlao alto e estatisticamente significante *  que os 
dois fenmenos, A e B, variam junto, ou esto relacionados. Mas, assim como A pode causar B, B pode causar 
A, ou ambos podem depender de um terceiro fator, C. Por exemplo, se encontramos uma correlao alta entre 
punio materna e agressividade infantil, no podemos inferir com segurana aquilo que nos parea talvez 
mais lgico, que punio gera agressividade. Os dados fornecem tanta evidncia para esta afirmao quanto 
para a inferncia de que a agressividade da criana leva a me a usar mais 
Estatsticamente significante significa que s poderia ser atribuvel ao acaso com uma probabilidade muito pequena. O nvel de significncia geralmente 
aceito em Psicologia  001 ou 0,05 indicando que a relao ou efeito obtido tem uma probabilidade de 1 em 100, ou 5 em 100 respectivamente, de ser 
devido ao acaso e no aos fatores estudados. 
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punio, ou ainda, que nenhuma dessas inferncias est correta, mas que as duas variveis, punio 
e agressividade, seriam funo de uma terceira, como, por exemplo, nvel socioeconmico baixo, que 
geraria agressividade na criana, e uso da punio por parte da me. Estes so exemplos 
hipotticos, pois at hoje no temos concluses claras sobre o assunto, justamente em razo de a 
evidncia ser dada por estudos correlacionais e no por estudos experimentais sobre o problema. 
Mtodo experimental: A essncia do mtodo experimental con sist no seguinte: 
1) O experimentador varia (manipula) algum fator. 
2) O experimentador mantm as outras condies constantes. 
3) O experimentador verifica o efeito da variao sobre o fen men que est observando. 
 muito importante ter-se em mente que, sempre que os requisitos acima so atendidos, temos um 
experimento propriamente dito, que pode ser feito tanto em laboratrio como em ambiente natural. 
Quando um experimentador, estudando problemas de psicologia social, aplica um tratamento que 
consiste de instrues verbais a um grupo de sujeitos reunidos em sua sala de aula, e um tratamento 
diferente a outro grupo equivalente, mantendo todas as outras condies constantes, ele est 
realizando um experimento, no sendo essencial, portanto, o uso do laboratrio, de aparelhos 
eltricos e de avental branco para a realizao de um experimento, como erroneamente acreditam 
muitos leigos. 
No mtodo experimental distinguimos entre variveis independentes e dependentes. Uma varivel 
independente  uma condio estabelecida pelo experimentador, por exemplo, um estmulo 
apresentado, uma droga administrada, a intensidade de uma punio, etc. Ela  o fator que o 
experimentador manipula. A varivel dependente  o comportamento do sujeito.  chamada de 
dependente porque seu valor depende do valor da varivel independente. 
Em todo experimento deve haver pelo menos uma varivel independente. No exemplo acima 
mencionado, se estamos interessados no efeito de elogio sobre a habilidade do sujeito em uma tarefa 
motora, o elogio  a varivel independente e o desempenho do sujeito na tarefa motora  a varivel 
dependente. 
Em um experimento pode-se estudar o efeito de mais de uma varivel independente. Pode-se 
tambm verificar efeitos em mais de uma varivel dependente. 
Outra caracterstica muito importante do mtodo experimental  o controle. Todo experimento deve 
idealmente ter alm do grupo experimental em que  aplicado um tratamento experimental (por 
exemplo, elogio), um grupo de controle em que nada  aplicado (nenhum elogio). A maneira mais 
comum de controlar fatores irrelevantes ao problema que est sendo estudado  a aplicao da 
estatstica. Usando-se um nmero razoavelmetne grande de sujeitos, a distribuio aleatria dos 
mesmos pelos grupos experimentais e de controle assegura a formao de grupos equivalentes. Isto 
, se distribuirmos cem sujeitos por dois grupos, aleatoriamente,  bvio que nem todos os mais 
inteligentes ficam num grupo e todos os menos inteligentes no outro, nem todos os ricos em um 
grupo e todos os pobres no outro, e assim por diante, mas  natural que os grupos tenham 
composio equivalente quanto a estas e todas as outras variveis irrelevantes. Pode-se ento 
concluir que diferenas no desempenho so atribuveis  varivel independente manipulada. 
Outra tcnica muito importante  o uso do sujeito como seu prprio controle, fazendo-se 
observaes repetidas da varivel dependente no mesmo sujeito. Isto muitas vezes no  adequado 
em situaes em que a prtica poderia obscurecer os resultados. Uma variante deste mtodo  a 
tcnica de linha-base (Sidman, 1960), preferida pela corrente skinneriana em Psicologia. Neste 
mtodo o sujeito recebe primeiro um treinamento at que se obtenha um nvel estvel de 
desempenho. Introduz-se ento a varivel independente, observam-se e registram-se as mudanas 
na linha-base, podendo estas ser atribudas ao efeito da varivel independente. 
O mtodo experimental  fora de dvida o mais seguro, permitindo com muito menor probabilidade 
de erro chegar. mos a inferncias de causa e efeito. 
A limitao mais comumente apontada  a artificialidade da situao experimental especialmente se 
 uma situao de laboratrio, que pode no ser generalizvel para a vida real. 
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TEORIA 
Teorias so conjuntos de leis organizadas de maneira lgica e coerente e que servem para 
integrar um conjunto de dados. 
Os ingredientes bsicos de uma teoria so os dados empricos, observveis. A partir desses dados, 
formulam-se hipteses, que so intuies ou palpites que o cientista tem a respeito da relao 
entre duas ou mais variveis. As hipteses so testadas atravs de pesquisas empricas, geralmente 
experimentais, que as confirmam ou no. Quando uma hiptese foi repetidamente testada em vrios 
contextos, de forma que se acumulou um acervo de evidncia a seu favor, ela tem o status de lei. E 
o conjunto de leis, como vimos acima, forma uma teoria. Este  o processo de construo de teoria 
do tipo indutivo, isto , a partir das observaes empricas, chega- se  formulao de princpios 
gerais. No tipo inverso de construo de teoria, o dedutivo, as hipteses so formuladas de acordo 
com postulados de uma concepo terica. As hipteses devem ser conseqncias lgicas dos 
postulados em que se baseia a teoria, e viro a ser testadas empiricamente pelo mesmo processo 
descrito acima. 
Em Filosofia da Cincia so discutidos vrios critrios para uma teoria ser julgada cientfica. Marx 
(1963) considera como critrios essenciais: 
1) A especificidade operacional dos construtos, isto , a medida em que a teoria fornece 
definies operacionais satisfatrias dos conceitos com que lida. 
2) O grau de controle das observaes, isto , o rigor e preciso com que so feitas as 
observaes dos dados empricos em que se apia a teoria. 
3) A testabilidade ou falsificabilidade das hipteses, isto , a possibilidade de se testar 
cientificamente uma hiptese, de forma que seja possvel provar que ela  falsa, se for o caso. H 
certas teorias em Psicologia em que as hipteses so to vagas, referindo-se a construtos no 
operacionalizados, de forma que  impossvel provar que a hiptese  falsa, da mesma forma que  
difcil obter-se evidncia em seu favor. 
Outras caractersticas tambm geralmente consideradas na avaliao de uma teoria, embora no to 
essenciais, so: 
4) A parcimnia, ou seja, o grau de simplicidade nas explicaes:  o princpio de que a explicao mais 
simples  a melhor; este critrio nem sempre se aplica, pois para certos fenmenos  possvel que uma 
explicao mais complexa seja mais adequada. 
5) A fertilidade da teoria para gerar pesquisas empricas nela baseadas; as diversas teorias de aprendizagem, 
teoria de dissonncia cognitiva em Psicologia Social so exemplos de teorias que tm gerado grande nmero 
de pesquisas empricas. 
Em Psicologia do Desenvolvimento t e m o s teorias menos satisfatrias do que outras reas da Psicologia, 
como Aprendizagem, devido a problemas peculiares de dificuldade do objeto de trabalho. A falha da 
Psicologia do Desenvolvimento em apresentar teorias mais adequadas tambm pode ser atribuida, em parte, s 
circunstncias da evoluo dessa rea da Psicologia. A Psicologia do Desenvolvimento inicialmente se 
desenvolveu no tanto nos meios acadmicos dos Departamentos de Psicologia das grandes universidades 
norte-americanas, onde surgiram os grandes sistemas tericos da Psicologia, mas em institutos para o estudo 
do Desenvolvimento Infantil, como o Geseli Institute, Minnesota Child Development Institute, Berkeley 
Institute of Human Development, Iowa Welfare Research Station, institutos estes que funcionavam 
paralelamente aos departamentos de Psicologia, mas no como parte destes. Enquanto que nos departamentos 
de Psicologia a preocupao grande era com a pesquisa terica e os experimentos de laboratrios, nos 
institutos, o foco estava nos aspectos aplicados, de modo que a Psicologia do Desenvolvimento foi 
acumulando uma grande quantidade de dados sem uma boa teoria que os integrasse. 
Ao ler os captulos 3, 4 e 5, referentes s trs principais teorias (cognitva psicanaltica e aprendizagem social) 
que tm dominado a Psicologia do Desenvolvimento, o leitor dever faz-lo com atitude crtica, tendo em mente 
os critrios acima expostos, para avaliao de uma teoria. 
DIFICULDADES ESPECFICAS  PSICOLOGIA DO 
DESENVOLVIMENTO 
Mussen (1960) cita como principais dificuldades os problemas oriundos de caractersticas infantis, problemas 
oriundos da dificuldade do estudo de mudana, e problemas ticos. 
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Caractersticas infantis: Uma das dificuldades centrais  a de comunicao. Com crianas 
pequenas nem sempre a situao experimental pode ser estruturada em termos verbais, mas ao 
mesmo tempo no se aplicam os mtodos verbais, comumente aplicados na experimentao com 
animais. Precisa-se ento inventar novos mtodos, tanto para a apresentao de estmulos, como 
para registro das respostas. Essa diferena entre crianas e adultos  apenas o caso extremo do 
problema de diferenas entre vrios nveis de idade. Por exemplo, sabemos que testes de 
inteligncia aplicados na mesma criana em pocas diferentes geralmente apresentam resultados 
diferentes. Este problema, que tem sido explicado em termos da ao do ambiente provocando 
mudanas na inteligncia, pode ter outra explicao, como sugere Bailey (1933), ou seja, o fato de 
que itens de testes de inteligncia medem habilidades diferentes em cada nvel de idade. Os testes 
para bebs e crianas muito novas geralmente usam respostas motoras como indicadoras de 
inteligncia, ao passo que os itens para crianas mais velhas usam respostas verbais. Este problema 
pode ocorrer no s com inteligncia, mas tambm com outras variveis estudadas em Psicologia do 
Desenvolvimento. 
Dificuldade do estudo de mudana: Uma tcnica muito usada em Psicologia do Desenvolvimento, 
a fim de estudar mudanas de comportamento que ocorrem durante um longo perodo de tempo,  o 
estudo longitudinal, em que as mesmas crianas so estudadas em vrias pocas, durante um 
perodo de vrios anos. O problema tcnico mais srio neste caso  a impossibilidade de controle do 
ambiente da criana em um perodo longo. Os estudos longitudinais comearam a ser usados na 
poca em que o foco do interesse residia nos processos de maturao, esperando-se que certas 
tendncias de desenvolvimento se manifestassem apesar de variaes ambientais. Mas com a 
orientao mais recente que enfatiza os efeitos de fatores ambientais sobre o desenvolvimento, o 
mtodo longitudinal apresenta dificuldade de controle dos fatores ambientais irrelevantes ao objeto 
da pesquisa. Uma alternativa adotada em Psicologia do Desenvolvimento  o mtodo transversal, 
que consiste no estudo de vrios grupos de crianas, cada um formado por sujeitos de um 
determinado nvel de idade, por exemplo, dois anos, quatro anos, seis anos, oito anos, etc. Dessa 
forma, pode-se estudar tendncias de desenvolvimento de certos comportamentos, estudando as 
crianas ao mesmo tempo: porm o fato de que os grupos etrios so diferentes introduz uma fonte 
de variao indesejvel. 
Problemas ticos: H em Psicologia a noo de que as crianas so mais vulnerveis do que os 
adultos, isto , as situaes frustradoras e de tenso emocional podem ter efeitos duradouros 
indesejveis, ao passo que no adulto o efeito seria temporrio e menos pronunciado. Embora no 
haja evidncia emprica clara sobre isto, o psiclogo deve agir com cautela, evitando submeter 
crianas a esse tipo de situao devido ao possvel risco. Alm de possivelmente mais vulnerveis, 
as crianas no so agentes livres. Numa pesquisa sobre efeitos de choque eltrico, pode-se pedir o 
consentimento do sujeito adulto e ele tem a liberdade de recusar participar, ou pelo menos este  um 
princpio tico aceito pela Associao Americana de Psicologia (1973) e que dever ser seguido. J 
as crianas no tm a liberdade nem o conhecimento para decidir livremente e em geral no so 
consultadas. As escolas so fontes de sujeitos de pesquisa para os psiclogos, e uma vez que a 
direo da escola e os pais estejam de acordo, as crianas representam o que chamamos sujeitos 
cativos, isto , no tm liberdade de decidir sobre sua participao. O pesquisador deve pedir o 
consentimento dos responsveis pelas crianas, pais ou professores. Assim como a tica de 
pesquisa em geral recomenda que o sujeito (adulto) no seja enganado quanto  natureza da 
pesquisa, tambm os pais ou professores devem ter conhecimento, mesmo que do ponto de vista da 
pesquisa isto no seja muito desejvel. Quando a ingenuidade do sujeito  absolutamente essencial 
 pesquisa, o pesquisador deve, depois de terminado o experimento, explicar ao sujeito alguma coisa 
sobre a natureza da pesquisa (debriefing). E, em se tratando de crianas, usar, como  bvio, uma 
linguagem acessvel a elas. 
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De qualquer forma, o pesquisador no pode submeter crianas a manipulaes experimentais que possam vir a 
lhes causar prejuzo emocional, mesmo que temporrio. lmpossibili tado assim de manipular fatores 
importantssimos como ausn cia longa dos pais, privao, etc., o psiclogo do Desenvolvimen to tem de se 
contentar em estudar fenmenos na medida em que ocorrem na natureza, ainda que a metodologia seja muito 
menos precisa. Recusar-se a estudar problemas importantes pela im possibilidade de manipular as variveis 
no seria correto, pois o psiclogo estaria impossibilitado de estudar e sugerir solu es para problemas vitais. 
Salientamos que os conceitos acima se coadunam con uma viso tradicional de cincia que considera a 
Psicologi como tendo lugar entre as cincias da natureza, embora o se humano seja natureza mais complexa. 
Esta posio tem sido questionada desde o impacto d obra A natureza das revolues cientficas, de 
autoria de Thoma Kuhn (1962). Surge assim todo um questionamento da utiliza do mtodo experimental bem 
como da qualificao de varivei na psicologia. Proliferam mtodos qualitativos, intuitivos, fenc menolgicos, 
participantes, e outros, ressuscitando mesmo en foques tericos j considerados desatualizados pelos 
defensore: 
de uma cincia psicolgica, bem como metodologias menos ri gorosas, oriundas de outras reas das cincias 
humanas. Par uma discusso mais detalhada dessa problemtica sugere-se leitura do artigo de Manicas e 
Secord (1983) Implicaes par a psicologia de uma nova filosofia da cincia. Esta problema tica, 
extremamente complexa, e de mbito da filosofia da cir cia, no  discutida aqui, mas para que a posio da 
autora fiqu clara, recomenda-se tambm a leitura do artigo intitulado Er defesa da experimentao: Recorrendo 
a Piaget. . .  (Biaggic 1985) em que argumento por analogia que, tendo o mtodo e perimental a mesma estrutura 
do pensamento formal conform conceituado por Piaget, e sendo este o mais elevado tipo d pensamento a que 
o ser humano atinge, seria tambm o mt( do experimental superior s metodologias qualitatiavs, mais b seadas 
na intuio e na percepo, e portanto estruturalment anlogas a um estgio mais primitivo de 
desenvolvimento co nitivo, o chamado por Piaget de pr-operacional. Essas idia podero ficar mais claras 
aps a leitura do captulo 3 que trat da teoria de Piaget. 
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